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terça-feira, 5 de outubro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
A arte de caminhar
Desde a antiguidade movimentar o corpo ajuda as pessoas a pensar, tomar decisões e expressar indignação; na literatura artistas e apaixonados são andarilhos ...
A consciência da necessidade de praticar exercícios físicos é recente. “No começo, era o pé”, diz o antropólogo Marvin Harris. O pé, não a mão. A mão nos fez humanos – mas antes de sermos humanos somos parte do reino animal, e o nosso corpo precisa atender às necessidades que os animais enfrentam, entre elas a do deslocamento. O ser humano evoluiu, tornou-se bípede, mas continuou caminhando. E passou a usar a caminhada para outros fins que não o de chegar a um lugar específico: o de buscar determinada coisa. Praticar exercícios físicos é algo relativamente recente, mesmo porque, no passado, o sedentarismo era a exceção antes que a regra; caçadores, agricultores, trabalhadores em geral jamais pensariam nisso. Mas muito cedo o ato de caminhar adquiriu um significado psicológico, simbólico. O protesto político muitas vezes se fez, e ainda se faz, sob a forma de marchas, de caminhadas; foi o caso da Marcha dos 100 Mil (1968), um dos primeiros protestos organizados contra a ditadura no Brasil. Os filósofos gregos muitas vezes ensinavam a seus discípulos caminhando. “Levanta-te, toma teu leito e anda”, diz o Evangelho (João, 5:8), ou seja, vá em busca de seu destino, de seus objetivos. E Santo Agostinho cunhou uma expressão famosa: Solvitur ambulando, caminhar resolve (os problemas, as dúvidas). Por quê?
No livro Wanderlust: a history of walking (A ânsia de vagar: uma história da caminhada), de 2000, Rebecca Solnit diz que andar permite “conhecer o mundo através do corpo”, ou, nas palavras do poeta modernista Wallace Stevens (1879-1955): “Eu sou o mundo no qual caminho”. Trata-se, pois, de uma experiência cognitiva, muito necessária nesses tempos em que as pessoas se deslocam sobretudo utilizando carros, trens, aviões. Mas caminhar também envolve um processo de autoconhecimento, quando não de inspiração. “Os grandes pensamentos resultam da caminhada”, diz o filósofo Friedrich Nietzsche (1844-1900), uma ideia que Raymond Inmon expressa de forma mais poética: “Os anjos sussurram para aqueles que caminham”. O escritor francês Anatole France (1844-1924) faz uma comparação interessante: “ É bom colecionar coisas, diz ele, mas é melhor caminhar. Porque caminhar também é uma forma de colecionar coisas: as coisas que a gente vê, as coisas que a gente pensa”. Esse processo é facilitado pela renovação da paisagem, seja ela rural ou urbana, e pelo próprio automatismo do ato de caminhar.
Não é de admirar, portanto, que muitos escritores tenham abordado o tema da caminhada. Foi o caso do filósofo Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), figura marcante do Iluminismo francês e precursor do romantismo – os românticos, sobretudo os alemães, eram grandes andarilhos. Em suas Confissões, disse Rousseau: “Só consigo meditar quando caminho. Minha mente só trabalha junto com minhas pernas”. À obra (publicada postumamente) que resume muito de sua biografia e de sua filosofia, Rousseau deu o título de Os devaneios do caminhante solitário (Lês rêveries du promeneur solitaire). Os dez capítulos são denominados promenades (caminhadas). Finalmente, temos um termo analisado tanto pelo poeta francês Charles Baudelaire (1821-1867) como pelo escritor alemão Walter Benjamin (1892-1940). Trata-se de flâneur, que vem do verbo flâner, vagar (em português temos o galicismo flanar). O flâneur, do qual Benjamin era um exemplo, vagava por Paris, observando o que se passava a seu redor, num claro desafio à moral burguesa então vigente, que via isso como vagabundagem. Uma vagabundagem da qual resultaram, contudo, textos admiráveis. Caminhar, como diz o escritor americano contemporâneo Gary Snyder, é a grande aventura.
A consciência da necessidade de praticar exercícios físicos é recente. “No começo, era o pé”, diz o antropólogo Marvin Harris. O pé, não a mão. A mão nos fez humanos – mas antes de sermos humanos somos parte do reino animal, e o nosso corpo precisa atender às necessidades que os animais enfrentam, entre elas a do deslocamento. O ser humano evoluiu, tornou-se bípede, mas continuou caminhando. E passou a usar a caminhada para outros fins que não o de chegar a um lugar específico: o de buscar determinada coisa. Praticar exercícios físicos é algo relativamente recente, mesmo porque, no passado, o sedentarismo era a exceção antes que a regra; caçadores, agricultores, trabalhadores em geral jamais pensariam nisso. Mas muito cedo o ato de caminhar adquiriu um significado psicológico, simbólico. O protesto político muitas vezes se fez, e ainda se faz, sob a forma de marchas, de caminhadas; foi o caso da Marcha dos 100 Mil (1968), um dos primeiros protestos organizados contra a ditadura no Brasil. Os filósofos gregos muitas vezes ensinavam a seus discípulos caminhando. “Levanta-te, toma teu leito e anda”, diz o Evangelho (João, 5:8), ou seja, vá em busca de seu destino, de seus objetivos. E Santo Agostinho cunhou uma expressão famosa: Solvitur ambulando, caminhar resolve (os problemas, as dúvidas). Por quê?
No livro Wanderlust: a history of walking (A ânsia de vagar: uma história da caminhada), de 2000, Rebecca Solnit diz que andar permite “conhecer o mundo através do corpo”, ou, nas palavras do poeta modernista Wallace Stevens (1879-1955): “Eu sou o mundo no qual caminho”. Trata-se, pois, de uma experiência cognitiva, muito necessária nesses tempos em que as pessoas se deslocam sobretudo utilizando carros, trens, aviões. Mas caminhar também envolve um processo de autoconhecimento, quando não de inspiração. “Os grandes pensamentos resultam da caminhada”, diz o filósofo Friedrich Nietzsche (1844-1900), uma ideia que Raymond Inmon expressa de forma mais poética: “Os anjos sussurram para aqueles que caminham”. O escritor francês Anatole France (1844-1924) faz uma comparação interessante: “ É bom colecionar coisas, diz ele, mas é melhor caminhar. Porque caminhar também é uma forma de colecionar coisas: as coisas que a gente vê, as coisas que a gente pensa”. Esse processo é facilitado pela renovação da paisagem, seja ela rural ou urbana, e pelo próprio automatismo do ato de caminhar.
Não é de admirar, portanto, que muitos escritores tenham abordado o tema da caminhada. Foi o caso do filósofo Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), figura marcante do Iluminismo francês e precursor do romantismo – os românticos, sobretudo os alemães, eram grandes andarilhos. Em suas Confissões, disse Rousseau: “Só consigo meditar quando caminho. Minha mente só trabalha junto com minhas pernas”. À obra (publicada postumamente) que resume muito de sua biografia e de sua filosofia, Rousseau deu o título de Os devaneios do caminhante solitário (Lês rêveries du promeneur solitaire). Os dez capítulos são denominados promenades (caminhadas). Finalmente, temos um termo analisado tanto pelo poeta francês Charles Baudelaire (1821-1867) como pelo escritor alemão Walter Benjamin (1892-1940). Trata-se de flâneur, que vem do verbo flâner, vagar (em português temos o galicismo flanar). O flâneur, do qual Benjamin era um exemplo, vagava por Paris, observando o que se passava a seu redor, num claro desafio à moral burguesa então vigente, que via isso como vagabundagem. Uma vagabundagem da qual resultaram, contudo, textos admiráveis. Caminhar, como diz o escritor americano contemporâneo Gary Snyder, é a grande aventura.
Maconha pode tanto matar quanto salvar neurônios
O tetraidrocanabiol (THC), composto químico com propriedades psicoativas presente na maconha, tem a capacidade de matar neurônios em desenvolvimento. Mas seus efeitos não param por aí: a mesma substância pode salvar células neurais de adultos com a doença Alzheimer. É o que aponta um estudo recente feito pela neurofarmacologista Veronica Campbell da Faculdade Trinity, em Dublin. Ela e outros pesquisadores trataram ratos recém-nascidos e ratos jovens com o THC. Em ambos os casos os neurônios das cobaias morreram. Os mesmos efeitos, porém, não foram notados em neurônios retirados de animais adultos.
A maconha – assim como o tabaco e o ópio – causa fortes efeitos no cérebro, pois alguns de seus componentes apresentam semelhança química com substâncias que existem naturalmente no corpo humano, os endocanabinoides. Esses compostos são responsáveis por regular importantes funções cerebrais, controlando sinapses e circuitos neurais que processam o pensamento e a percepção. De acordo com alguns estudos, essas substâncias produzem efeitos no cérebro e também no sistema imune, como regulação do desenvolvimento e auxílio à sobrevivência de neurônios jovens, e ainda o controle da ligação neuronal em circuitos envolvidos nos processos cognitivos e de fixação de memórias. A pesquisadora suspeita que fumar maconha durante um período da vida em que os neurônios estão se desenvolvendo afeta sinais químicos críticos.
O massacre de neurônios jovens causado pelo THC pode explicar os prejuízos na aprendizagem notados em crianças filhas de mulheres que fumaram maconha durante a gravidez. Além disso, pesquisas com adolescentes que abusam da droga mostram danos cerebrais nos circuitos neurais em desenvolvimento. Em cérebros mais velhos, entretanto, o THC parece ter um efeito protetor. As descobertas da pesquisadora indicam que a bioquímica dos neurônios muda com o amadurecimento das células. O papel dos endocanabinoides se altera em diferentes funções e passa a ajudar a sobrevivência de neurônios mais velhos.
Em pacientes com a doença de Alzheimer, o THC pode proteger as células cerebrais contra a morte e reforçar os níveis perdidos do neurotransmissor acetilcolina que, quando reduzidos, contribuem para que a função mental de pacientes seja enfraquecida. A substância também suprime o efeito tóxico da proteína a-beta que, em casos de demência, pode matar neurônios e promover a secreção de um catalisador do crescimento neural, além de diminuir a liberação do glutamato (neurotransmissor excitatório) capaz de matar neurônios em casos de demência. O THC também possui ações antiinflamatórias e antioxidantes que protegem as células neurais do ataque do sistema imune.
Apesar de tantos benefícios a substância pode causar efeitos colaterais indesejados no cérebro. A maior dificuldade para os cientistas é a de isolar os ingredientes benéficos da maconha e desenvolver drogas que possam ser aplicadas em doses apropriadas e específicas para a idade de cada paciente. Veronica descobriu que os efeitos positivos do THC são vistos quando a concentração do composto é menor do que a encontrada na própria planta. “É uma questão de balancear baixas concentrações da substância com uma boa margem de segurança”, explica. Drogas sintéticas similares ao tetraidrocanabiol já estão disponíveis, como o Sativex, que contém THC e outros canabinoides e foi aprovada no Canadá para o tratamento de dores em esclerose múltipla e câncer.
A maconha é uma mistura complexa de compostos químicos com propriedades psicoativas e contém cerca de 60 canabinoides distintos. O desafio é tentar separar quais são importantes para proteger os neurônios, ecoando a visão de outros pesquisadores para esse fato. “Dependendo de como a planta é cultivada, a proporção relativa dos diferentes tipos de canabinoides se altera”, finaliza Veronica
A maconha – assim como o tabaco e o ópio – causa fortes efeitos no cérebro, pois alguns de seus componentes apresentam semelhança química com substâncias que existem naturalmente no corpo humano, os endocanabinoides. Esses compostos são responsáveis por regular importantes funções cerebrais, controlando sinapses e circuitos neurais que processam o pensamento e a percepção. De acordo com alguns estudos, essas substâncias produzem efeitos no cérebro e também no sistema imune, como regulação do desenvolvimento e auxílio à sobrevivência de neurônios jovens, e ainda o controle da ligação neuronal em circuitos envolvidos nos processos cognitivos e de fixação de memórias. A pesquisadora suspeita que fumar maconha durante um período da vida em que os neurônios estão se desenvolvendo afeta sinais químicos críticos.
O massacre de neurônios jovens causado pelo THC pode explicar os prejuízos na aprendizagem notados em crianças filhas de mulheres que fumaram maconha durante a gravidez. Além disso, pesquisas com adolescentes que abusam da droga mostram danos cerebrais nos circuitos neurais em desenvolvimento. Em cérebros mais velhos, entretanto, o THC parece ter um efeito protetor. As descobertas da pesquisadora indicam que a bioquímica dos neurônios muda com o amadurecimento das células. O papel dos endocanabinoides se altera em diferentes funções e passa a ajudar a sobrevivência de neurônios mais velhos.
Em pacientes com a doença de Alzheimer, o THC pode proteger as células cerebrais contra a morte e reforçar os níveis perdidos do neurotransmissor acetilcolina que, quando reduzidos, contribuem para que a função mental de pacientes seja enfraquecida. A substância também suprime o efeito tóxico da proteína a-beta que, em casos de demência, pode matar neurônios e promover a secreção de um catalisador do crescimento neural, além de diminuir a liberação do glutamato (neurotransmissor excitatório) capaz de matar neurônios em casos de demência. O THC também possui ações antiinflamatórias e antioxidantes que protegem as células neurais do ataque do sistema imune.
Apesar de tantos benefícios a substância pode causar efeitos colaterais indesejados no cérebro. A maior dificuldade para os cientistas é a de isolar os ingredientes benéficos da maconha e desenvolver drogas que possam ser aplicadas em doses apropriadas e específicas para a idade de cada paciente. Veronica descobriu que os efeitos positivos do THC são vistos quando a concentração do composto é menor do que a encontrada na própria planta. “É uma questão de balancear baixas concentrações da substância com uma boa margem de segurança”, explica. Drogas sintéticas similares ao tetraidrocanabiol já estão disponíveis, como o Sativex, que contém THC e outros canabinoides e foi aprovada no Canadá para o tratamento de dores em esclerose múltipla e câncer.
A maconha é uma mistura complexa de compostos químicos com propriedades psicoativas e contém cerca de 60 canabinoides distintos. O desafio é tentar separar quais são importantes para proteger os neurônios, ecoando a visão de outros pesquisadores para esse fato. “Dependendo de como a planta é cultivada, a proporção relativa dos diferentes tipos de canabinoides se altera”, finaliza Veronica
OS DIREITOS DAS MULHERES ( ONU)
OS DIREITOS DAS MULHERES ( ONU)
-TODA MULHER TEM DIREITO A VIDA.
2- DIREITO A LIBERDADE E A SEGURANÇA PESSOAL.
3-DIREITO A IGUALDADE E A ESTAR LIVRE DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO.
4-DIREITO A LIBERDADE DE PENSAMENTOS.
5-DIREITO A PRIVACIDADE.
6-DIREITO A SAÚDE E A PROTEÇÃO.
7-DIREITO A CONSTRUIR RELACIONAMENTO CONJUGAL E APLANEJAR FAMILIA.
8-DIREITO A INFORMAÇÃO E A EDUCAÇÃO.
9-DIREITO A DESCIDIR A TER OU NÃO FILHOS.
10-DIREITO AO BENEFICIO DO PROGRESSO CIENTIFICO.
11-DIREITO A LIBERDADE A REUNIÕES PARTIDARIA POLITICA.
12-DIREITO A NÃO SER SUBMETIDA A TORTURA E MAUS TRATOS
2- DIREITO A LIBERDADE E A SEGURANÇA PESSOAL.
3-DIREITO A IGUALDADE E A ESTAR LIVRE DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO.
4-DIREITO A LIBERDADE DE PENSAMENTOS.
5-DIREITO A PRIVACIDADE.
6-DIREITO A SAÚDE E A PROTEÇÃO.
7-DIREITO A CONSTRUIR RELACIONAMENTO CONJUGAL E APLANEJAR FAMILIA.
8-DIREITO A INFORMAÇÃO E A EDUCAÇÃO.
9-DIREITO A DESCIDIR A TER OU NÃO FILHOS.
10-DIREITO AO BENEFICIO DO PROGRESSO CIENTIFICO.
11-DIREITO A LIBERDADE A REUNIÕES PARTIDARIA POLITICA.
12-DIREITO A NÃO SER SUBMETIDA A TORTURA E MAUS TRATOS
parabéns aos colegas de varginha
Na manhã desta sexta-feira, 24/09, um equipe de 40 Guardas Municipais, participou de um treinamento de condicionamento e resistência física na “Pista de Pentatlo” montada nas instalações da Escola de Sargento das Armas – EsSA – na cidade de Três Corações/MG.
Parabéns aos Colegas
Parabéns aos Colegas
sábado, 18 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Perigo para elas
Estudos sobre as diferenças entre os gêneros têm mostrado que mulheres podem ser mais vulneráveis à dependência e ao abuso de substâncias químicas que os homens: o fascínio por álcool, drogas e cigarros flui à mercê dos hormônios
Por muito tempo a dependência química tem sido considerada uma doença masculina. Aspectos culturais e sociais que propiciavam o acesso dos homens ao álcool e às drogas levaram a crer que eles são muito mais propensos a usar esses produtos. Em parte por esse motivo, há décadas as pesquisas sobre o assunto excluíam mulheres. Consequentemente, sabe-se hoje bem menos sobre a drogadição feminina, e, na prática, os programas e centros de tratamento raramente são voltados para as necessidades. Bem pouco foi considerada, por exemplo, a influência da variação hormonal no sucesso (ou fracasso) do processo de recuperação. No entanto, há sinais de que a predominância de estudos com voluntários homens tenda a diminuir, já que o uso de bebidas e substâncias ilícitas se tornou socialmente mais aceitável tanto por adolescentes quanto por mulheres adultas. Segundo estudo de 2008, desenvolvido pelo psiquiatra Richard A. Grucza, da Universidade de Washington em St. Louis, nos Estados Unidos, é na população feminina que o uso de bebidas e drogas mais tem aumentado.
Em uma inversão das tendências predominantes no passado, adolescentes estão agora experimentando maconha, álcool e cigarros em índices mais elevados que os garotos, de acordo com os recentes resultados de uma pesquisa realizada pelo National Survey on Drug Use and Health (NSDUH), nos Estados Unidos. O estudo mostra que o uso geral de drogas ilícitas entre as moças aumentou em torno de 6% em 2007 e 2008, enquanto o índice para os jovens do sexo masculino caiu cerca de 10%.
Além disso, uma literatura cada vez mais consistente sobre a dependência do sexo feminino mostra que as mulheres apresentam características bastante específicas. De forma singular, elas podem ser particularmente vulneráveis ao uso de substâncias que criam dependência e aos seus efeitos, pois os hormônios sexuais femininos afetam diretamente os circuitos de recompensa do cérebro, influenciando a resposta a drogas. Felizmente, alguns estudos já apontam para novos tratamentos para a toxicomania, além de fornecer informações práticas para as pessoas empenhadas em abandonar o uso.
por Emily Anthes
Por muito tempo a dependência química tem sido considerada uma doença masculina. Aspectos culturais e sociais que propiciavam o acesso dos homens ao álcool e às drogas levaram a crer que eles são muito mais propensos a usar esses produtos. Em parte por esse motivo, há décadas as pesquisas sobre o assunto excluíam mulheres. Consequentemente, sabe-se hoje bem menos sobre a drogadição feminina, e, na prática, os programas e centros de tratamento raramente são voltados para as necessidades. Bem pouco foi considerada, por exemplo, a influência da variação hormonal no sucesso (ou fracasso) do processo de recuperação. No entanto, há sinais de que a predominância de estudos com voluntários homens tenda a diminuir, já que o uso de bebidas e substâncias ilícitas se tornou socialmente mais aceitável tanto por adolescentes quanto por mulheres adultas. Segundo estudo de 2008, desenvolvido pelo psiquiatra Richard A. Grucza, da Universidade de Washington em St. Louis, nos Estados Unidos, é na população feminina que o uso de bebidas e drogas mais tem aumentado.
Em uma inversão das tendências predominantes no passado, adolescentes estão agora experimentando maconha, álcool e cigarros em índices mais elevados que os garotos, de acordo com os recentes resultados de uma pesquisa realizada pelo National Survey on Drug Use and Health (NSDUH), nos Estados Unidos. O estudo mostra que o uso geral de drogas ilícitas entre as moças aumentou em torno de 6% em 2007 e 2008, enquanto o índice para os jovens do sexo masculino caiu cerca de 10%.
Além disso, uma literatura cada vez mais consistente sobre a dependência do sexo feminino mostra que as mulheres apresentam características bastante específicas. De forma singular, elas podem ser particularmente vulneráveis ao uso de substâncias que criam dependência e aos seus efeitos, pois os hormônios sexuais femininos afetam diretamente os circuitos de recompensa do cérebro, influenciando a resposta a drogas. Felizmente, alguns estudos já apontam para novos tratamentos para a toxicomania, além de fornecer informações práticas para as pessoas empenhadas em abandonar o uso.
por Emily Anthes
MP3 pode causar epidemia de problemas auditivos
O uso inadequado de tocadores de MP3, principalmente por jovens dos centros urbanos está preocupando médicos de várias partes do mundo. “Este hábito tem crescido mais rápido do que nossa capacidade de avaliar suas consequências”, escreveu o especialista
em medicina ambiental Peter Rabinowitz, professor da Universidade Yale, nos Estados Unidos, em um editorial do periódico British Medical Journal. O volume dos aparelhos de MP3 pode atingir 120 decibéis, o que é comparável ao som de uma turbina de avião. Segundo Rabinowitz, há várias evidências de que o uso prolongado desses equipamentos e com volume muito alto está comprometendo a capacidade auditiva dos jovens, além de causar zumbidos crônicos e de difícil tratamento, sem falar em acidentes e prejuízo escolar por falta de concentração. No entanto, essas consequências podem representar apenas a ponta do iceberg, já que os efeitos cumulativos ainda são desconhecidos. Os especialistas temem que esse hábito insalubre possa ocasionar uma epidemia de problemas auditivos daqui a algumas décadas.
em medicina ambiental Peter Rabinowitz, professor da Universidade Yale, nos Estados Unidos, em um editorial do periódico British Medical Journal. O volume dos aparelhos de MP3 pode atingir 120 decibéis, o que é comparável ao som de uma turbina de avião. Segundo Rabinowitz, há várias evidências de que o uso prolongado desses equipamentos e com volume muito alto está comprometendo a capacidade auditiva dos jovens, além de causar zumbidos crônicos e de difícil tratamento, sem falar em acidentes e prejuízo escolar por falta de concentração. No entanto, essas consequências podem representar apenas a ponta do iceberg, já que os efeitos cumulativos ainda são desconhecidos. Os especialistas temem que esse hábito insalubre possa ocasionar uma epidemia de problemas auditivos daqui a algumas décadas.
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DUAS AMIGAS
A PRIMEIRA FOTO Q CONSEGUI DAS DUAS JUNTAS

